INTERVENÇÃO DE TERCEIROS – NCPC

 

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS - NCPC

A intervenção de terceiros é a atuação de pessoas estranhas a determinado processo judicial quando esta não se dá por litisconsórcio ou por assistência. Chama-se opoente ou opositor o terceiro que propõe a oposição e opostos o autor e réus do processo principal A princípio, a sentença proferida num processo só deve atingir, favorecer ou prejudicar as partes (autor e réu). Em algumas situações a decisão tomada num processo tem reflexo em outra relação jurídica, estendendo indiretamente os efeitos da sentença a terceira pessoa estranha à relação originaria. A correta compreensão das intervenções de terceiro passa pela constatação de que haverá sempre, um vínculo entre o terceiro, o objeto litigioso do processo e a relação jurídica material deduzida. Assim, este “terceiro juridicamente interessado” pode, com o escopo de defender interesse próprio, intervir voluntariamente no processo, ou mediante provocação de uma das partes.

Intervenção provocada e intervenção voluntária

A intervenção por provocação de uma das partes, na chamada “intervenção provocada”, envolve dois institutos diversos, quais sejam:
  • DENUNCIAÇÃO DA LIDE e 
  • CHAMAMENTO AO PROCESSO..
  • Já a intervenção por iniciativa própria do terceiro, na chamada “intervenção voluntária”, envolve um instituto, a
  • ASSISTÊNCIA.

Que sujeitos são os terceiros no processo?

Qual o momento limite para a intervenção de terceiro?

Terceiro no processo é aquele que não é parte, ou seja, não é titular do direito discutido ou não tem autorização legal para litigar em benefício de outrem, e que por alguma razão jurídica intervém na lide. Cumpre lembrar, que apenas o interesse jurídico possibilita o ingresso de alguém em processo alheio, não bastando, portanto, o interesse econômico ou moral. A lei disciplina o ingresso de terceiro a fim de que este tenha a oportunidade de afastar eventual situação desfavorável oriunda de decisão entre duas partes, que reflexamente lhe atingiria. Outro aspecto que merece ser mencionado é o fato de que o ingresso do terceiro pressupõe sua relação jurídica com apenas umas das partes. Desse modo, os terceiros que intervêm não são partes na relação processual originária. São pessoas estranhas à relação processual de direito material deduzida em juízo e estranhas à relação processual já constituída. São sujeitos de uma outra relação de direito material que se liga intimamente àquela já constituída, ou seja, são os que não são partes no processo pendente. Por conseguinte, somente é possível a intervenção de terceiros até o saneamento do feito, visto que seja o momento máximo de estabilização processual. Todavia, podem dar-se em segundo grau, a assistência, o recurso de terceiro e as intervenções especiais dos entes públicos.
 
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